O emir, xeque Tamim ben Hamad Al-Thani acolheu Erdogan "à chegada ao aeroporto internacional Hamad ao início da tarde de segunda-feira para uma visita de trabalho ao país", informou laconicamente a Qatar Nwes Agency (QNA), sem fornecer pormenores sobre a visita.
O chefe de Estado turco, cujo país é considerado favorável ao Qatar nesta crise regional, reuniu-se no domingo com o rei Salmane da Arábia Saudita em Jeddah, no oeste do reino, e de seguida com o poderoso príncipe herdeiro saudita Mohammed ben Salmane.
No Koweit, segunda etapa da deslocação, foi recebido na noite de domingo pelo emir, xeque Sabah al-Ahmad Al-Sabah, mediador na crise sem precedentes instalada na região do Golfo Persico.
Em 05 de junho, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito romperam as relações diplomáticas com o Qatar, acusado de apoiar o "terrorismo", "desestabilizar a região" e de se aproximar do Irão.
Na noite de sexta-feira o emir do Qatar, Tamim ben Hamad Al-Thani, avançou com uma oferta de diálogo durante um discurso transmitido pela televisão, o primeiro desde o início da crise iniciada há um mês e meio, mas recusando ceder às exigências ("diktats") dos seus adversários regionais.
Os quatro países impuseram severas sanções económicas a este rico emirado do Golfo Persico, com importantes reservas de gás. Para retirarem as sanções, exigiram em 22 de junho o cumprimento de 13 exigências, incluindo o encerramento da televisão Al-Jazeera e uma revisão das relações de Doha com o Teerã.
Nesta crise, a Turquia tem-se revelado um importante aliado para o pequeno emirado do Golfo Pérsico, ajudando-o a ultrapassar o isolamento pelo envio de diversos abastecimentos.
Em paralelo, concordou em reforçar a sua presença militar no Qatar, onde Ancara mantém uma base militar e cujo desmantelamento constitui uma das 13 medidas que os seus vizinhos árabes pretendem impor.
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